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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

30
Jun10

A vida é bela

Maria do Rosário Pedreira

Fui sempre uma pessoa de letras e, nos meus tempos de estudante, as minhas notas a Ciências da Natureza eram apenas sofríveis (embora adorasse Botânica) e raramente tinham dois dígitos as que conseguia a Física e Matemática. Só descobri que a ciência podia, de facto, ser uma coisa apaixonante quando comecei a trabalhar no mundo da edição e me estreei numa editora que se dedicava especialmente à divulgação científica. Mas, entre todos os livros cuja revisão acompanhei nessa altura, houve um que me marcou para sempre – talvez até por estar ligado ao destino da espécie humana e à dose de acaso que fez com que pudéssemos aqui estar hoje, quando os dinossauros, que eram infinitamente maiores do que as pequenas criaturas donde provimos, foram extintos e passaram a lenda. Esse livro chama-se A Vida É Bela e foi escrito por um cientista, Stephen Jay Gould, que infelizmente morreu há alguns anos. Está maravilhosamente escrito, é de uma extraordinária clareza e lê-se como um romance de aventuras. Além disso, tem umas ilustrações belíssimas de uns seres assustadores que conviveram com os organismos nossos antecessores e que teriam dado cabo deles se não tivessem desaparecido mesmo a tempo. Vale a pena, ainda que nos consideremos pessoas de letras.

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