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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

16
Fev12

Cinema e leitura

Maria do Rosário Pedreira

Diz-se muitas vezes que os jovens lêem pouco porque têm hoje uma variedade de coisas à sua disposição que, no imediato, são menos exigentes e lhes oferecem entretenimento garantido: televisão, jogos de computador e consola, Internet, chats, filmes que, frequentemente, são pirateados e vistos no computador. Estes últimos, porém, podem fazer alguma coisa pela leitura. Parece que, desde que foram distribuídos os filmes da série Millenium (primeiro, os suecos e, agora, a versão norte-americana do volume inicial), a leitura de policiais e afins está a aumentar em todo o mundo, diminuindo na mesma proporção as vendas de livros xaroposos ou de testemunhos algo demagógicos de mulheres e crianças maltratadas, que os especialistas crêem estar a dar as últimas. Sendo a literatura policial de qualidade, entre outras coisas, um excelente espelho das sociedades e seus problemas, pode ser que isto também queira dizer que a indiferença vivida por uma certa juventude em tempos recentes se esteja a transformar, com os contratempos da crise mundial, num interesse genuíno pelo colectivo. Tomara.

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