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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

22
Mai12

Livraria bonita

Maria do Rosário Pedreira

Muitas revistas de livros em todo o mundo incluem uma secção de livrarias bonitas – e a nossa Lello, no Porto, aparece quase sempre na lista das mais belas. Contudo, não me parece que os portuenses, quando querem comprar livros, a frequentem, talvez por não responder com a mesma eficácia de uma Fnac ou de uma Bertrand aos seus pedidos e ter um acervo bastante limitado (pelo menos, da última vez que lá fui, foi isto que senti). Sem querer comparar, em Lisboa também há livrarias bem bonitas e, embora possa parecer suspeito (a livraria pertence de há uns tempos para cá à LeYa), tenho de confessar que a Buchholz é uma das minhas preferidas. Era lá que, nos meus tempos de faculdade, comprava os livros de poetas ingleses e, ainda que sinta alguma saudade da desarrumação desses já longínquos tempos, a verdade é que, arrumada e organizada, a Buchholz é ainda mais bonita. Mas, além da vantagem que é podermos comprar e vasculhar livros sem termos de ouvir uma música aos altos gritos (a mim irrita-me um bocado ter banda sonora para tudo), a verdade é que descobri há poucos meses que esta livraria tem uma mais-valia de peso: livreiros que gostam de ler, sabem o que andam a vender e, ainda por cima, são simpáticos (a Fernanda, a Cristina, a Paula, a Isabel e o Manuel que me perdoem entrar nestes pormenores, mas às vezes um belo sorriso ou uma informação na hora certa são decisivos para pôr alguém a ler determinado livro; e digo isto porque foi exactamente assim que trouxe, muito jovem ainda, para casa uma edição de A Comunidade, de Luiz Pacheco, que ainda guardo religiosamente). Por isso, se está cansado de demasiado barulho, movimento e filas para pagar e gosta de uma boa conversa sobre livros, a Buchholz é uma boa hipótese. Além do mais, é bonita.

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