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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Jul12

Ver e ler

Maria do Rosário Pedreira

Já chegou a Portugal o fenómeno de vendas internacional As Cinquenta Sombras de Grey, de E. L. James (uma mulher está por detrás destas iniciais), que promete subir vertiginosamente aos primeiros lugares dos Top das livrarias. Tanto quanto me disseram, o livro apareceu primeiro na Internet e foi um tal sucesso que uma grande editora americana comprou os direitos e, a partir daí, foi sempre a facturar. Parece que o livro é pornográfico (mas, para muitos americanos, há muita coisa pornográfica que na Europa seria apenas erótica), e a autora, numa entrevista publicada, creio eu, no Expresso, disse que não gostaria que os filhos o lessem (presumo que pela idade, pois de contrário parece-me uma afirmação um bocadinho sonsa e hipócrita). De qualquer modo, interessa-me perceber por que diabo um livro deste tipo se vende às catadupas – será porque o sexo, apesar de estarmos em pleno século XXI, continua a ser um tabu e as fantasias sexuais destas personagens (uma estudante de literatura e um empresário de sucesso, o tal Grey do título) darão ideias a muita gente, especialmente se as suas relações andarem estagnadas a nível físico? Há muitos anos, li num jornal que os homens se excitavam a ver revistas ou filmes pornográficos, enquanto às mulheres isso acontecia através da leitura de cenas de sexo. Serão então as mulheres as grandes compradoras deste livro (e dos outros dois, pois trata-se de uma trilogia)? Talvez pudesse encontrar a resposta lendo eu própria o livro, mas há tantos mais interessantes em lista de espera...

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