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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

26
Jul12

Ler na cama

Maria do Rosário Pedreira

 Não sei se se lembram de que há uns anos espalharam um cartaz por várias cidades europeias que deu que falar. Era uma campanha que visava promover o turismo na Polónia e tinha como chamariz um belo representante do sexo masculino – que ficaria conhecido como «o canalizador polaco». Pois parece que o apelo sexual não serve só para promover as bonitas paisagens e o património das cidades daquele país. Inspirando-se talvez num romance do país vizinho (O Leitor, de Bernard Schlink, no qual a ex-guarda de um campo de concentração, analfabeta, pede ao jovem amante que lhe leia em voz alta), a Polónia lança agora mais uma campanha bastante chamativa: duas raparigas loiras e picantes, seminuas, estão de livro aberto sobre a cama e ameaçam: «Se não leres, não vou para a cama contigo.» (Ver link abaixo.) Portanto, às raparigas que se desloquem à Polónia em busca dos canalizadores giros e robustos, divisam-se umas férias nada intelectuais; enquanto aos rapazes (incluindo os locais) é exigido que leiam qualquer coisita para terem direito a uma noite de sonho. Não é que eu goste muito de ler na cama, mas até para o sexo parece, afinal, que a cultura faz falta. Talvez o Relvas tenha forjado o diploma que se sabe para não perder pitada das loiras...

 

http://libreriamichelena.blogspot.pt/2011/12/si-usted-no-lee-no-me-voy-con-usted-la.html

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