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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

31
Ago10

Três

Maria do Rosário Pedreira

Todos temos números de que gostamos mais sem saber porquê – e, aqui para nós, eu sempre gostei do 3. O meu preferido é, porém, o 9, mas, no íntimo, sei que o escolhi apenas por ser o resultado de 3 x 3. Pois bem, o meu terceiro livro na Leya acaba de ser publicado e estou convencida de que vai ser um sucesso. Não só por ser o terceiro, evidentemente, mas por ser bom, muito bom; não só por ser muito bom, mas por ser ao mesmo tempo grande literatura e de uma enorme legibilidade (estou cansada de dizer que o autor é o nosso mestre dos diálogos, habitualmente tão chochos na literatura portuguesa, e este seu romance é mais uma confirmação disso). Nem preciso de vo-lo recomendar, porque, ainda antes de o livro estar cá fora, já todos os jornais o recomendaram. E fizeram muito bem, porque quem o ler terá, garantidamente, algumas horas extraordinárias. Chama-se O Bom Inverno e foi escrito por João Tordo, um dos novos casos sérios das nossas letras, que venceu o Prémio Literário José Saramago com o romance anterior, o seu terceiro romance, intitulado As Três Vidas (lá anda o número 3 a perseguir-me). Está nas livrarias desde sábado passado e será apresentado publicamente no dia 16 de Setembro por Pilar del Río, viúva do Nobel português. Se depois de um Verão quente quer um bom Inverno, já sabe.

 

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