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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

31
Mai13

Viva, pim!

Maria do Rosário Pedreira

Quem teve a sorte de ver representar o actor Mário Viegas, de certezinha absoluta que não mais o esqueceu. A sua interpretação teatral ou cinematográfica era absolutamente genial – e bem assim a forma notável como dizia poesia. Havia um poema emblemático que, na sua boca, fazia parar tudo e deixar-nos pregados ao chão a ouvi-lo. Tratava-se d’O Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros («Morra o Dantas, morra. Pim!»), que, para quem não sabe, se atirava ao também poeta Júlio Dantas (que por acaso descobri recentemente ser o autor da letra de um fado de que até gosto bastante chamado Rua do Capelão). Ora, a Assírio & Alvim teve a bela ideia de reeditar o Manifesto num formato muito bonito e com um excelente «brinde»: um CD no qual o próprio Almada lê o seu texto! Suspeito que não consiga suplantar Mário Viegas… em todo o caso, ouvir um poema dito pelo próprio autor, mais ainda tratando-se de Almada, tem outro encanto.

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