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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

17
Set13

Contar histórias

Maria do Rosário Pedreira

Quando os autores portugueses têm livros traduzidos noutras línguas, as editoras estrangeiras enviam-lhes exemplares que eles guardam religiosamente e lhes servem, entre outras coisas, para oferecer a confrades em encontros literários internacionais, melhor se dando a conhecer. Mas não é fácil encontrar esses livros à venda em livrarias portuguesas – e os turistas não têm muitas hipóteses de comprar traduções de autores portugueses quando nos visitam. Ou, melhor, não tinham – porque dois amigos com boas ideias resolveram criar um negócio que dá pelo nome de Tell a Story e reúne todas as condições para correr bem, uma vez que Lisboa recebe turistas todo o ano. Trata-se de vender numa carrinha azul, alegre como uma carrinha de gelados, decorada com estantes e expositores, a obra de autores de cá em variadíssimas línguas – francês, inglês, alemão, neerlandês… A carrinha, que anda atrás dos turistas numa ideia de «desassossego» a homenagear Pessoa – possivelmente o autor mais procurado –, estaciona em locais frequentados por estrangeiros e oferece uma panóplia de títulos e histórias numa acção de promoção da nossa literatura. Até agora, os franceses são quem mais compra, mas todos vão ver as histórias que há para contar. Uma bonita e útil iniciativa.

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