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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Fev16

Vergílio

Maria do Rosário Pedreira

Ocorreu no passado mês de Janeiro o centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, um dos mais marcantes escritores portugueses do século XX, conhecido sobretudo pelos seus livros Aparição (que fazia parte das leituras obrigatórias no Ensino Secundário, não sei se ainda faz) e Manhã Submersa, mas autor de uma obra extensa e notável que não pode ser esquecida. Das celebrações fazem parte exposições, conferências e também edições novas de alguns dos seus livros. A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, distrito de nascimento do romancista, dedica-lhe por exemplo uma exposição de fotografia e uma conferência, e organiza uma viagem literária à terra natal do autor pela mão de António Dias de Almeida. Serão lançados pelos CTT os selos comemorativos do centenário e, no Centro Cultural de Belém, terá início este mês o ciclo «Vergílio Ferreira e Mário Dionísio: Literatura, pensamento e arte», com coordenação da professora Maria Alzira Seixo. Nas Correntes d'Escritas, que decorrem de 23 a 27 na Póvoa de Varzim, a Quetzal assinalará igualmente o centenário. Na Universidade de Évora haverá um Congresso Internacional dedicado à obra de Vergílio Ferreira. O vencedor do Prémio Vergílio Ferreira, que distinguiu já autores de nomeada como Mário Cláudio, Eduardo Lourenço e Lídia Jorge, será entregue a João de Melo em Gouveia a 1 de Março, data em que se assinalam vinte anos sobre a morte do escritor. E tudo isto será pouco para um autor tão grande.