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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

11
Fev16

Às cegas

Maria do Rosário Pedreira

Os portugueses começaram tarde com esta prática, mas o aparecimento da Internet e dos chats acabou por precipitar também entre eles os encontros às cegas – e, ao que parece, até já houve casamentos que nasceram assim. Há quem ache a coisa perigosa (e pode ser, uma vez que nunca se sabe quem é a pessoa com quem nos vamos encontrar) e quem a ache excitante (e pode ser, mais ou menos pelas mesmas razões); mas, para comemorar o Dia dos Namorados, uma livraria de Sidney teve uma ideia genial: a de promover blind dates entre os leitores… e os livros. Curioso? Posso adivinhar. A ideia é contrariar a normal escolha de um livro através do nome do autor, do título, da capa ou da sinopse e apelar ao espírito aventureiro dos leitores, vendendo o livro embrulhado em papel pardo com umas pistas apenas, do tipo «Saga Familiar, História Recente, Tragédia Pública» ou «Romance de Estreia, Estados Unidos, Seres Sobrenaturais». Assim, alguns leitores mais informados até podem adivinhar de que livro se trata, mas outros, se calhar mais indecisos, terão este empurrãozinho para arriscarem uma leitura. Se quiser, veja no link abaixo qual o encontro às cegas mais ao seu gosto.

 

http://www.elizabethsbookshop.com.au/shop/detail/blind-date-with-a-book/