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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

02
Mai16

O que ando a ler

Maria do Rosário Pedreira

Disse há uns dias que ainda não tinha apanhado a febre Ferrante, e acho que não tenho sintomas dela (ou seja, não me estou dependente e leio outras coisas pelo caminho). Mas, antes que a minha parca memória me fizesse esquecer o que lera em A Amiga Genial, o primeiro volume da tetralogia com o mesmo nome escrita por Elena Ferrante, passei para História do Novo Nome, o segundo volume, que parte da vida de casada de Lila (o novo nome é o do marido, Carracci) e dos últimos anos de liceu de Lenù e se estende ao longo de um período não muito longo, mas decisivo para a vida de ambas, sobretudo em termos sentimentais, em termos da sua amizade (que sofre muitos solavancos) e em termos da coragem para mudar o que se calhar não pode mesmo ser mudado. Casada Lila, solteira Lenù, ambas passarão junto ao mar umas férias que são uma espécie de jogo de xadrez, com jogadas nem sempre ganhas por quem as pensa até à exaustão mas que constituem uma partida com momentos muito altos nesta história (sendo um deles, sem dúvida, a perda da virgindade de Lenù e outro o reencontro de ambas numa sapataria com a persiana corrida à hora de almoço). O livro, para quem não sabe, é finalista do prémio Man Booker, concorrente, por isso, de Teoria Geral do Esquecimento, de José Eduardo Agualusa, e de Vegetariana, de Han Kang, que publicarei em Outubro.