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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Mai16

A dar cartas

Maria do Rosário Pedreira

Em muitas matérias estivemos sempre na cauda da Europa (pronto, a Grécia, uma vez por outra, ficava atrás de nós); mas, falando de livros, há – e ainda bem – uma categoria em que estamos, de alguns anos a esta parte, continuamente na vanguarda: a edição de livros infantis e juvenis. Na Feira do Livro de Bolonha, dedicada a este género específico – uma alegria visual, aposto! –, ano após ano, todos esperam que os livros portugueses ganhem os principais prémios de ilustração e texto, porque vai sendo hábito as nossas editoras encontrarem-se entre as finalistas; a Pato Lógico, de André Letria, a Planeta Tangerina, de Madalena Mattoso e Bernardo Carvalho, entre outros, e a Orfeu Negro são exemplos de que estamos muito à frente do resto da Europa – e todas elas já foram nomeadas ou vencedoras do prémio de Editora do Ano ou, pelo menos, publicaram os livros que venceram nas várias categorias a concurso (Ficção, Não-Ficção ou Primeira Obra). Catarina Sobral, Mafalda Milhões, André Letria, Afonso Cruz e muitos outros autores que trabalham este género são considerados a geração de ouro da literatura infantil e os seus livros estão traduzidos em muitos países. Tirando as palavras da boca do consultor editorial que vende os direitos de alguns destes génios, o facto de eles estarem na pole position só pode facilitar-lhe o trabalho... Parabéns! Os mais novos e os mais velhos agradecem.