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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

10
Out16

Esperança na humanidade

Maria do Rosário Pedreira

Parece-me que o mundo se está a tornar um lugar onde não apetece lá muito viver e que a leitura se está a transformar numa actividade cada vez mais restrita quando, no fundo, deveria ser o contrário. E, no entanto, de vez em quando surge uma história milagrosa que me enche de esperança. Desta feita, foi a de uma menina de 11 anos num bairro pobre de São Paulo que descobriu muito cedo o gosto pela leitura e promoveu uma campanha para construir uma biblioteca no quintal da casa a fim de contagiar os vizinhos com a sua paixão. Publicou um vídeo na Internet, que foi visto por um grande empresário, através do qual recebeu uma doação de cerca de 5000 livros (dos quais – pasme-se – já leu mais de 500!). A sua casa está sempre cheia de crianças (que têm de passar pela cozinha para chegar à biblioteca), mas a família já se habituou ao rebuliço e sabe que é por uma boa causa, pelo que não refila. Kaciane – assim se chama a menina – diz que sempre gostou de brincar às escolas e que não vai ficar por aqui, planeando para breve uma biblioteca itinerante, que leve livros a outros bairros desfavorecidos, porque a leitura é fundamental e necessário que os livros cheguem a todos. Estamos precisando de mais Kacianes por esse mundo fora...