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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

13
Dez16

Recomendações

Maria do Rosário Pedreira

Eu, que publico actualmente muito poucos livros estrangeiros, fico contente por ter acertado na escolha de A Vegetariana, pois, quando comprei os direitos deste pequeno romance para Portugal, ele ainda não tinha tido nenhum prémio internacional de monta nem fora publicado senão em dois ou três países. Foi, como dizem os franceses, um simples coup de foudre. A sorte acompanhou Han Kang, a sua autora, que arrecadou o Man Booker International Prize pouco depois, e acompanhou-me também a mim, que acreditei no seu talento. De resto, não fui só eu – e os elogios têm-se multiplicado nas últimas semanas; nas listas que muitos jornais e revistas publicam habitualmente quando o Natal se aproxima e as pessoas estão mais receptivas a sugestões porque têm de comprar presentes, seja na Publishers Weekly, no New York Times, na Economist ou no Guardian, A Vegetariana (e, no jornal britânico, também Human Acts, um outro livro da coreana com que brindarei os leitores em 2017) apareceu destacado e foi considerado uma das melhores leituras do ano 2016. A mesma sorte não teve, infelizmente, um romance de uma autora chilena, Andrea Jeftanovic, que me pareceu igualmente fascinante – Amar numa Língua Estrangeira – e que mereceria mais atenção.  Pode ser que os editores de língua inglesa a descubram e façam também dela um sucesso.