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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

16
Dez13

Vértice

Maria do Rosário Pedreira

A revista Vértice, fundada em Coimbra no ano de 1942, tornou-se um instrumento de luta política e resistência à ditadura e, simultaneamente, uma espécie de porta-voz do movimento neo-realista. O seu papel como laboratório de ideias progressistas foi tão importante ao longo dos anos que mereceu um livro a propósito (A Revista Vértice e o Neo-Realismo Português, de Viviane Ramond, muito elogiado por Eduardo Lourenço). Mas tudo tem o seu tempo e a Vértice adormeceu há muito... Porém, excepcionalmente, voltou há uns dias com um número inteiramente dedicado ao Ciclo Nacional de Conferências «José Saramago: o escritor e o cidadão», com o apoio da Câmara Municipal da Moita e da Câmara Municipal do Barreiro. Este Ciclo de Conferências fez, de resto, parte de um projecto intitulado Oficina Saramago, que envolveu escolas, associações, colectividades e entidades privadas em várias acções que decorreram entre Novembro de 2011 e Novembro de 2012, e para o qual foram convidadas personalidades nacionais e estrangeiras conhecedoras da obra do nosso Nobel da Literatura. Uma boa razão para termos a Vértice de volta, mesmo que por pouco tempo.

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