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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

16
Fev11

Desobediência

Maria do Rosário Pedreira

Conheço Eduardo Pitta há muitos anos e aprecio, acima de tudo, a sua frontalidade desarmante – qualidade que nem sempre se encontra nas gentes da cultura, por vezes demasiado preocupadas com o afecto dos outros ou a possibilidade de um tacho onde possam fazer os seus cozinhados sem grandes temperos. Mas, além de pessoa que assume o que diz e pensa, Pitta é um poeta consolidado há décadas, um crítico literário regular e um bloguista de respeito, escrevendo todos os dias no Da Literatura. Pois acaba de reunir uma escolha de poemas seus num volume que dá pelo nome de Desobediência, título que lhe fica bem, sob a chancela da Dom Quixote e com prefácio de Nuno Júdice, autor com obra publicada na mesma colecção. Entre os textos presentes na colectânea, há muitas pérolas, das quais destacaria para amostra este par de versos de que gosto particularmente: «Tinha na retina corpos / imperdoavelmente disponíveis.» Se gosta de poesia, guarde a sua retina e a sua disponibilidade para a leitura desta recolha.

 

 

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