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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

21
Mar11

Bons ventos do País Basco

Maria do Rosário Pedreira

Nesta última edição do festival Correntes d’Escritas, apresentou-se pela primeira vez um escritor basco, autor de um romance que acaba de ser editado em português pela Planeta e venceu o Prémio Nacional de Narrativa no país vizinho. Chama-se Kirmen Uribe (confesso que, quando li o seu nome na lista de escritores convidados, pensei tratar-se de uma mulhar) e gostei imenso de o ouvir a propósito do seu O Dois Amigos (o título original – Bilbao-Nova Iorque-Bilbao – pareceu-me bastante melhor do que esta opção), ficando a saber que é também poeta, não só pelas biografias que circulavam no encontro, mas pela sua maneira tão doce e especial de dizer as coisas. O Manel, igualmente entusiasmado com o que escutara, comprou o livro que, nestes dias, me fez passar umas horas realmente extraordinárias. É um texto lindíssimo, cheio de sentimento, de memória, de poesia, de ligação ao mar e às raízes; e, ao mesmo tempo, uma obra profundamente moderna, cujo «conteúdo» se articula numa estrutura completamente original, mas sem nada de forçado ou meramente experimental. Por favor, não percam este livro que mostra que a literatura está viva e de boa saúde e que os jovens autores são capazes de grandes maravilhas com que os cépticos já não contavam. Uma pérola.

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