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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

28
Mar11

Antídoto

Maria do Rosário Pedreira

O País anda tristemente triste e não parece haver remédio que o cure da sua doença. O futuro não brilha aos olhos de ninguém e a Alemanha há-de cansar-se de ajudar os amigos, até porque essa generosidade fará, muito provavelmente, com que a senhora Merkel perca as próximas eleições. A muitos não apetece, por todas as razões e mais alguma, ler coisas demasiado sérias e pesadas – mesmo que essas, por comparação, possam constituir um alívio momentâneo. Fico, assim, contente por ter na manga para Abril um romance que pode abrir muitos sorrisos e fará decerto soltar gargalhadas. Trata-se de O Amor É Um Lugar Comum, de Paulo Nogueira, e é uma espécie de Quatro Casamentos e Um Funeral dos nossos dias transposto para o papel. As personagens são obviamente outras, mas pelo protagonista Bernardo perpassa uma certa reminiscência do desastrado Hugh Grant, e não faltam momentos de humor que, não fosse a história passada com portugueses, até podia ser britânico. Um escritor frustrado apaixonado por quem não deve, uma neo-hippy bem-intencionada, um médico sem fronteiras católico (e com tendência para os copos) e um arquitecto engatatão que não consegue sequer um amor e uma cabana compõem um ramalhete que é seguramente um bom antídoto para a crise. Se quer ficar bem-disposto, uma excelente opção.

 

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