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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

30
Mar11

Vai um fadinho?

Maria do Rosário Pedreira

Os leitores da minha poesia já repararam (e dizem-mo sinceramente) que ando preguiçosa para os versos. Não é só preguiça. Na verdade, sempre escrevi mais e melhor quando precisava de pôr cá fora coisas que me doíam – e, de há uns anos para cá, o Manel varreu-me a escuridão e deixou-me de céu limpo e azul. De vez em quando,  ainda aparece um verso sei lá de onde que me pede que o escreva; e das duas uma: ou sai um poema, ou – confesso – fico a mastigá-lo num sofá e acabo por esquecê-lo no dia seguinte (isso, sim, já é preguiça). Porém, se me pedem que escreva a letra de um fado, não resisto. Já o fiz para a Aldina Duarte, o Carlos do Carmo, o António Zambujo, a Mísia – e é uma delícia ver as palavras fundirem-se nos sons das guitarras e das suas vozes. Há dias, pude ouvir o master do próximo CD da Aldina, para quem fiz três letras, e fiquei maravilhada com a forma límpida como ela os canta. Até pareciam poemas...

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