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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

10
Mai11

O novo e o velho

Maria do Rosário Pedreira

Um dia destes, li a notícia de que fechou a última empresa que ainda fabricava máquinas de escrever. Com computadores cada vez mais sofisticados e cada vez mais baratos, o fim da espécie estava anunciado há muito e acabou por verificar-se. Faz-me pena, porque fiz parte da minha vida profissional com máquinas de escrever (e foi nelas que escrevi os meus primeiros livros) e porque estas eram um objecto icónico dos romances, sobretudo policiais, que os computadores dificilmente substituirão por não terem o mesmo charme. Mas conheço uma história belíssima sobre computadores e máquinas de escrever. Estava um avô a «teclar» numa dessas velhinhas máquinas, mecânica ainda, quando um neto de oito anos se aproximou, visivelmente curioso. Ficou a ver o avô a dactilografar durante uns segundos, mal acreditando no que os seus olhos viam. Depois, boquiaberto e entusiasmado, exclamou: «Mas o avô tem um computador que escreve e imprime ao mesmo tempo!» Enfim…

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