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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Mai11

Uma invenção dos anjos

Maria do Rosário Pedreira

Recentemente, fui à Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, no Monte da Caparica, participar num debate sobre o suposto fim dos livros em papel e a emergência dos e-books. Antes do início, a gentilíssima bibliotecária fez-nos uma visita guiada pelo edifício, terminado há poucos anos e com condições extraordinárias para ler e trabalhar, quer individualmente, quer em grupo – uma vez que dispõe de vários gabinetes que podem ser reservados e ocupados por um máximo de seis alunos que preparem a mesma matéria para exames ou trabalhos colectivos. A forma como o arquitecto estudou a luz é também francamente inteligente, com janelas rasgadas e boas vistas que, em dias mais limpos, permitem um cheirinho de Lisboa. Mas o «supremo encanto da merenda», como diria Cesário, é uma invenção deliciosa, um lugar onde os estudantes podem sentar-se em sofás e ficar para ali a pensar, sem fazer mais nada. O nome do espaço? Adequadíssimo: Preguiçómetro. Era bom que todos tivéssemos uma coisa destas no local de trabalho para aliviar o stress de vez em quando...

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