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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

19
Set11

Um amor japonês

Maria do Rosário Pedreira

Murakami é talvez o mais internacional dos escritores japoneses contemporâneos e os seus livros são um êxito de vendas em vários países europeus, entre os quais Portugal. Vai, por exemplo, em nona edição o romance Sputnik, Meu Amor, de que tomei conhecimento por uma jovem leitora que o comprara em inglês em Nova Iorque há uns dez anos, quando eu ainda estava na Temas e Debates, mas que, por qualquer razão, ainda não tinha tido ocasião de ler. Embora me tenha parecido melhor na primeira metade do que na segunda (ou seja, até ao desaparecimento da jovem Sumire numa ilha grega), é obviamente um livro muito curioso sobre as vidas sentimentais de um homem e duas mulheres, sobre o amor não correspondido, os traumas de adolescência e o que é sentir e não sentir, sobretudo fisicamente, o amor. Com um tom levemente informal, mas sem esquecer a poesia em muitas passagens, esta é uma obra também interessante pela alternância do relevo ficcional das três personagens – Sumire, Miu e o narrador – e por um certo desdobramento dos vários eus, quase roçando a literatura de mistério.

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