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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Out11

Contos

Maria do Rosário Pedreira

Já aqui escrevi sobre a dificuldade de publicar em Portugal colectâneas de contos. Talvez os portugueses prefiram romances, uma vez que, se o autor não é já bastante conhecido, raramente os contos vingam, sobretudo comercialmente. Pressionados pela nossa desconfiança em relação ao seu sucesso, nós, editores, só arriscamos quando o conjunto é realmente excepcional. Todavia, a iniciativa que a FNAC tem há vários anos de publicar no Dia Mundial do Livro uma pequena colectânea de contos, cujos direitos revertem para a AMI, é uma boa excepção. E a última edição de O Prazer da Leitura é uma grata surpresa. Não só porque inclui alguns nomes que trabalham frequentemente o género – como Ondjaki – ou mais sonantes – como Dulce Maria Cardoso –, mas também algumas das promessas da literatura portuguesa – como Afonso Cruz e Ricardo Adolfo – e ainda uma estreia completamente inesperada num livro de ficções: a de Onésimo Teotónio Almeida, que conhecemos melhor das crónicas divertidas e sagazes que publica há anos. Para uma viagem de autocarro ou uma hora na sala de espera do dentista, uma boa escolha – e suficientemente variada para agradar a todos.

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