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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

06
Fev18

A arder

Maria do Rosário Pedreira

Fahrenheit 451 é um livro de Ray Bradbury publicado nos anos 1950 que deu depois origem a um filme de François Truffaut  com a fantástica Julie Christie. Trata-se de uma distopia ambientada num mundo onde os livros são proibidos e os bombeiros obrigados a queimá-los (451 graus Fahrenheit é a temperatura a que os livros ardem.) Pois bem, apesar de se tratar de uma obra clássica, que nunca deixou de ser reimpressa e reeditada em todo o mundo, nada faria prever que alguém se lembrasse da maluqueira de criar uma edição especial na qual, para ler, é preciso deitar fogo às suas páginas… Foi, porém, esta iniciativa que levou a cabo o Laboratório Charles Nypel, com sede na Holanda, em colaboração com uma empresa de design gráfico. Ao que parece, os criadores partilharam inclusivamente um vídeo no Instragram explicando a sua ideia e mostrando a função «incendiária»; nos comentários, confessam que planeiam multiplicar a produção deste objecto experimental… Será que o vão pôr à venda? Bem, leiam Bradbury, mas não se queimem.

 

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