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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Dez14

A língua inglesa

Maria do Rosário Pedreira

Dizem que tivemos um Prémio Nobel da Literatura e que há-de passar uma eternidade até termos outro – mesmo que isso nada tenha que ver com o nível dos autores que estão vivos e a escrever no nosso cantinho; que as coisas são mesmo assim e que os países pequenos, como o nosso, só têm direito a um prémio internacional de peso muito de vez em quando. Pois um dia destes surpreendi um amigo ao dizer que a Irlanda, pequena e tudo, já tinha tido quatro Prémios Nobel da Literatura: o enorme (não estou a exagerar) William Buttler Yeats (para mim, um dos maiores poetas de sempre) em 1923, o dramaturgo George Bernard Shaw dois anos depois, Samuel Beckett em 1969 e Seamus Heaney em 1995. É bem certo que existiu um lapso de tempo bastante grande entre o segundo e o terceiro e entre o terceiro e o quarto – mesmo assim, a Irlanda pode dizer que já cá cantam 4 vencedores... País pequeno e tudo, a sua língua é o inglês – e talvez seja isso que a salvou de uma eventual falta de atenção internacional aos seus autores que, aliás, muitos não sabem realmente não serem ingleses. Há também quem diga que a Irlanda teria levado muito mais tempo a sair da crise se falasse outra língua. Será?

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