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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

17
Abr14

Abrilada

Maria do Rosário Pedreira

Em véspera de feriado (fim-de-semana grande, para variar), meto o nariz em vários livros para ver se levo algum comigo para estes três dias livres que se avizinham. E, bom, reparo que, à beira de o 25 de Abril fazer 40 anos, saíram várias obras que tocam a matéria de diversas formas. Já aqui falei há uma semana ou mais em Os Rapazes dos Tanques (para ler e ver, porque as fotografias são geniais), mas há que referir também Os Memoráveis, de Lídia Jorge, romance que fala da revisitação da festa por alguém nascido muito mais tarde e noutro país; e também, pois então, a colectânea de poesia de Manuel Alegre cuja selecção aponta para a nossa revolução e se chama País de Abril. Mas não é tudo, porque também aliciante é A Flor e a Foice, de Rentes de Carvalho, publicado há muitos anos na Holanda e agora disponível igualmente para os leitores portugueses (o título, de resto, é suficientemente eloquente para podermos relacioná-lo logo com a efeméride); e, por último, Luísa Lobão Moniz, professora do primeiro ciclo há uma eternidade, produziu um livro para crianças intitulado A Escola dos Cravos, para ensinar aos mais pequenos como era a escola antes do 25 de Abril. Há-de haver outras coisas, evidentemente, sobretudo na área do ensaio, mas estou já demasiado indecisa, sem saber se me faço acompanhar por algum destes e como vou desempatar. O mais certo é levar a abrilada toda comigo de fim-de-semana. Uma Páscoa cheia de cravos, porque não?

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