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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

29
Jun17

Ai, Dylan

Maria do Rosário Pedreira

A escolha de Bob Dylan para vencedor do Prémio Nobel da Literatura está desde o início envolta em polémica. Primeiro, foi o facto de se tratar, acima de tudo, de um escritor de canções, e não de um escritor no sentido mais tradicional; depois, foi o silêncio do premiado, que esteve sei lá quanto tempo sem atender o telefone à Fundação Nobel e sem se pronunciar sobre a circunstância de lhe terem atribuído o galardão. Quando finalmente decidiu acusar o toque e parecia que tudo correria bem, faltou à cerimónia marcada para a entrega do prémio, em Estocolmo, alegando compromissos enquanto músico (sabe-se lá se com uma remuneração superior à do prémio, que é de 820 e tal mil euros). Mesmo assim, era obrigatório entregar o discurso de aceitação para poder receber o valor do prémio e só uma semana antes de o prazo terminar Dylan se dignou a fazê-lo; o discurso, que julgo estar disponível online para quem o queira ler, falava de alguns livros que marcaram o músico-autor (que escolheu, aliás este nome artístico por causa do poeta Dylan Thomas), entre os quais se destacava o romance Moby Dick. Mas agora uma professora diz que ele roubou várias frases sobre a obra de Melville a um site de resumos de obras literárias usado especialmente por estudantes de literatura que não têm vontade de ler os livros de fio a pavio... Oh dear! A polémica não pára. 

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