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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

20
Dez17

Amados cães

Maria do Rosário Pedreira

Já aqui disse muitas vezes que sou uma dog-person, e não uma cat-person. E por isso fiquei um dia destes bastante contente com a leitura de um artigo do jornal espanhol El País sobre umas pinturas com 8000 a 9000 anos, encontradas no Noroeste da Arábia Saudita, que mostram que, ao contrário do que eu pensava, os homens domesticaram cães muito antes de terem domesticado cabras ou vacas. Ao que parece, sobretudo nos períodos em que a comida era escassa (no Inverno, por exemplo, ou em zonas mais áridas), os homens levavam os cães com eles quando iam caçar – e uma dessas pinturas revela não só um homem com dois cães presos por uma espécie de correia (a antepassada da trela?), mas também um enorme leão diante deles (um leão com 8000 anos!). O uso dos cães incrementava as possibilidades de caçar e, por isso, pode dizer-se que, de certa maneira, também dependeu dos meus amigos cães a sobrevivência do homem; diz-se no artigo que, em certos locais, os homens não teriam conseguido seguir caminho se não estivessem acompanhados pelos seus bobyzinhos. Sabe-se ainda que, na zona onde os desenhos foram encontrados não havia lobos, pelo que os cães das pinturas deveriam ter vindo dos lugares onde tinham sido domesticados com os seus donos. As pinturas são muito bonitas.

 

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