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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

05
Mar14

Balanço

Maria do Rosário Pedreira

Foi bom estar nas Correntes d’Escritas mais um ano, mas não é muito fácil transmitir a quem não esteve o que por lá se passou. E eu também já não tenho a memória antiga, nem me muni de um caderninho para tomar notas em todas as mesas (mas desde já prometo fazê-lo para o ano). Tenho, porém, de confessar que há esperança, pois a maioria dos escritores jovens e estreantes no encontro se portaram à altura, tendo sido um grande prazer escutar as palavras de Patrícia Portela, João Ricardo Pedro, Ana Margarida de Carvalho, Inês Fonseca Santos ou Joana Bértholo. Ou seja, vamos ter gente nova a escrever coisas inteligentes por muitos anos e isso é a melhor notícia. A conferência inaugural, com sala à cunha para ouvir Adriano Moreira falar de pé (com noventa e tal anos, recorde-se), também foi um sucesso – e não esquecerei algumas das suas afirmações, como «o poder da palavra desafia a palavra do poder», «a lei não resolve problemas, inventa-os» ou «temos mais estatística do que sabedoria». Adorei as piadas à solta, porque estamos necessitados de rir, e os discursos que chamaram lágrimas sem demagogia. E, para coroar tudo, apanhei no ar uma frase que fecha o post de hoje e tem que se lhe diga. É de Unamuno: «Um pedante é um estúpido adulterado pelos estudos.»

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