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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

07
Nov17

BIS

Maria do Rosário Pedreira

Toda a gente sabe que um dos mais prestigiantes prémios literários portugueses é o que anualmente atribui a Associação Portuguesa de Escritores (APE) nas categorias de romance ou novela, poesia e ensaio. Na ficção, é muito raro um autor conseguir vencê-lo com um livro de estreia – e Ana Margarida de Carvalho ganhou-o com o seu primeiro romance, intitulado Que Importa a Fúria do Mar (o título parte de uma canção de Zeca Afonso). É também pouco comum este prémio ser atribuído mais de uma vez à mesma pessoa – em quase trinta anos, só houve seis autores que bisaram: Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes e Mário Cláudio; Agustina Bessa-Luís, Maria Gabriela Llansol e, agora, Ana Margarida de Carvalho! Mas o que penso aconteceu pela primeira vez foi um autor receber o Grande Prémio de Romance e Novela da APE-DGLAB pelos seus dois primeiros livros; e foi isso que aconteceu a Ana Margarida de Carvalho que, com Não Se Pode Morar nos Olhos de Um Gato, foi também finalista do Prémio P.E.N. de Narrativa (ganho por Ernesto Rodrigues) e do Prémio Oceanos (antigo PT), no Brasil, que vai ser decidido no dia 7 de Dezembro. Mais logo, pelas 18h00, no renovado Palácio Galveias, em Lisboa, Ana Margarida recebe o seu segundo prémio da APE na presença de alguns dos jurados e do Ministro da Cultura, o poeta Luís Filipe Castro Mendes. Apareçam.

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