Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

05
Abr16

BN

Maria do Rosário Pedreira

Falo muitas vezes neste blogue da minha «pequena» biblioteca, mas tenho-me esquecido de prestar a devida homenagem à grande biblioteca que tantos anos frequentei, sobretudo quando era estudante universitária. Sim, falo da Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, que este ano faz 220 anos! São só setenta e cinco quilómetros de prateleiras e quase cinco milhões de documentos em cerca de 66 000 metros quadrados. Tem salas em que as portas corta-fogo pesam três toneladas e que estão protegidas com sistemas anti-sismo e anti-incêndio; guardam os espólios valiosíssimos de escritores como Eça de Queirós ou Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner ou Almeida Garrett e, ao que leio, nem os funcionários da BN as podem visitar sozinhos. O livro mais antigo que ali está remonta ao século XII; mas é lá também que estão guardados a primeira edição d’Os Lusíadas e um dos 50 exemplares existentes no mundo da Bíblia de Gutenberg, entre outras preciosidades, como a carta em que Fernando Pessoa explica a origem dos seus heterónimos. Foi na sala de leitura da BN que passei muitas horas da minha vida e foi lá que comecei a ler Proust numas férias de Páscoa e me apaixonei por dicionários (uma coisa não tem nada a ver com a outra). Por isso, hoje felicito a BN pelos seus 220 anos!

8 comentários

Comentar post