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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

02
Out15

Castigo ou talvez não

Maria do Rosário Pedreira

Leio no site da TSF uma curiosíssima notícia a respeito da originalidade da pena que certo magistrado no Irão vem aplicando aos adolescentes que se estreiam no pequeno furto ou crime do mesmo tipo. Tomando consciência de que, para gente nova e sem cadastro, a permanência numa prisão ou num reformatório deixa marcas físicas e psicológicas irreversíveis que tantas vezes só podem agravar o comportamento que leva ao delito, o juiz resolveu então aplicar uma receita verdadeiramente interessante: uma lista de livros que é preciso comprar e ler. Estes livros têm temas variados e graus distintos de complexidade; mas, de todos eles, é suposto o réu fazer um resumo que tem de entregar depois ao juiz como prova de ter cumprido o castigo (espero que não roube a sinopse da Internet). Os livros lidos por estes pequenos criminosos serão depois distribuídos por estabelecimentos prisionais, até porque este magistrado acredita que a leitura tem um efeito apaziguador, contribuindo para uma diminuição da violência entre os reclusos. E esta, hein?

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