Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

31
Mar17

Cegueira

Maria do Rosário Pedreira

Andava eu à procura de um poema de João de Deus na Internet (mais propriamente, «Ceguinha», texto que conheço desde a infância mas do qual a minha memória perdeu algumas quadras), quando o motor de busca me conduziu a uma página muito curiosa – na verdade, um site sobre a deficiência visual. Entre várias opções mais prosaicas, que se prendiam com a saúde dos olhos, uma delas indicava «Cegueira e literatura»; e, ao clicar, descobri uma extensa lista de obras literárias que de algum modo se relacionavam com o problema da cegueira: A Aventura de um Míope, de Italo Calvino, Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, A Colecção Invisível, de Stefan Zweig, A Sinfonia Pastoral, de André Gide (e que lindo que é este livro!) e outras coisas mais evidentes, como a autobiografia de Helen Keller ou a obra de António Feliciano de Castilho; e, bem entendido, também o poema de João de Deus que procurava. Mas há ali mais de 300 títulos, alguns ainda não traduzidos em português, livros de agora e de todos os tempos; e perguntei-me quem conseguiu coligir tantos livros que falam de cegos, têm cegos como personagens ou evocam, mesmo que apenas de raspão, a cegueira. E também pensei que, paradoxalmente, talvez os maiores interessados em lê-los sejam justamente os que não o podem fazer, o que é realmente muito injusto. Para quem queira consultar, aqui segue o link:

 

http://www.deficienciavisual.pt/r-Miseria&Ceguinha-Joao_de_Deus.htm

 

15 comentários

Comentar post