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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

16
Abr14

Centenário

Maria do Rosário Pedreira

Já aqui disse que um dos meus livros favoritos é O Amante, de Marguerite Duras (não, não vou abrir uma livraria só para vender o livro na Baixa, como o leitor de que falei ontem, mas gosto mesmo muito do romance, bem como de outros escritos pela mesma pena). Pois a senhora Duras, se fosse viva, faria cem anos este ano (nasceu, como a Primeira Guerra Mundial, em 1914) e por todo o lado se festeja o seu centenário. Em França, vão-lhe publicar a obra completa na Pleiade, uma colecção de luxo, e um dos últimos suplementos Babelia, do El País, em Espanha, dedicava-lhe um razoável número de páginas. Mas também em Portugal não lhe somos indiferentes – e o Porto comemora-a com espetáculos, sessões de cinema, exposições, leituras públicas e até conversas sobre jornalismo cultural, promovidas por mais de duas dezenas de entidades, artistas e investigadores. Diz uma das organizadoras que o centenário da escritora que nasceu no Vietname e morreu em Paris, e teve uma vida bastante agitada pelo meio, é um bom «pretexto para dar a conhecer, ou para revisitar, uma autora carismática e de referência do século XX, que questionou fronteiras entre diferentes tipos de escrita». As livrarias da Invicta vão, pois, encher-se de livros de Duras e serão levadas à cena peças adaptadas das suas obras no Teatro Nacional de S. João e no Teatro do Campo Alegre durante este mês de Abril, que é o do seu nascimento. Tomara que tudo isso sirva para muitos que ainda não a conhecem passem a lê-la com regularidade.

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