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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

23
Mai17

De barriga cheia

Maria do Rosário Pedreira

Tenho vindo a reparar que, de há uns tempos para cá, as listas dos livros mais vendidos em Portugal têm sempre, nos primeiros lugares, livros de culinária (agora a vedeta é Marco Costa e o seu Receitas com Segredo – e temo dizer que não faço a mais pequena ideia de quem é Marco Costa, mas suponho que alguém vindo da TV, porque vende mesmo muitos livros!). Eu bem sei que nem sou o que se pode chamar um bom garfo, nem uma boa cozinheira (aliás, só cozinho mesmo quando tem de ser porque cozinhar me dá stress e, ainda por cima, o resultado é normalmente uma coisa sem piada); mesmo assim, acho que há claramente um exagero no número de livros e programas de TV dedicados à gastronomia em geral e à cozinha em particular nos dias de hoje: livros de receitas de famosos (Sá Pessoa, Avillez, Rui Paula, etc.), o que até seria mais ou menos esperado, mas também muitos outros de tias, primas, amigas e tipos giros de avental que gostam de cozinhar e põem toda a gente a dar-lhes atenção, já para não falar das receitas adequadas a quem quer emagrecer, ou é vegetariano, ou é alérgico à lactose, ao glúten e a outras coisas. Até o Manel foi fazer um dia destes um curso de cozinha para principiantes e já comprou mais uns livritos (embora ainda não tenha feito nada a partir deles, já me brindou com um excelente Bacalhau à Brás... ou Braz?). Alguém me explica este súbito interesse pela comida e os livros de receitas por parte de tanta gente?

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