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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

02
Set16

De pequenino

Maria do Rosário Pedreira

Embora esteja convencida de que há uma certa dose de acaso no facto de alguém gostar de ler (é uma lotaria, um clique, e pode nunca acontecer o casamento entre livro e leitor ser tão bom que se queira continuar naquela relação), é também sabido que os bons hábitos devem ser criados na infância e que, por isso, a escola tem de ser uma das principais responsáveis por passar a ideia de que a leitura é importante e contribui para o desenvolvimento individual e a aprendizagem do mundo. No Paraná (Brasil), uma escola evangélica (com o nome Martin Luther, vejam lá) resolveu, por isso, evocar a importância dos livros de uma forma original e curiosa, rodeando o espaço escolar de um muro integralmente constituído por enormes lombadas de livros que podem ser apreciadas por quem passa na rua. De forma bastante democrática, inclui livros de grande tiragem e não tanto sumo (como, por exemplo, o best seller A Culpa é das Estrelas) ao lado de clássicos para a infância, como As Crónicas de Narnia, de C. S. Lewis, que há muitos anos foram publicadas numa editora em que trabalhei e que, por isso, li na íntegra, achando que a miudagem só poderia gostar das aventuras daqueles garotos que entram no armário e descobrem lá dentro uma porta que dá para um mundo fantástico. Não sei se não seria mais vantajoso virar as lombadas para o interior da escola, mas, pelo menos, a ideia é gira. E talvez haja meninos cujas mães digam para esperarem todos os dias por elas diante de um livro distinto, levando-os a aprender os nomes de tantos autores e títulos diferentes. Ora vejam a foto abaixo e digam lá se não é um muro digno de respeito.

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