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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Out17

Dedicar

Maria do Rosário Pedreira

Quando trabalhamos com autores nacionais, na altura em que a obra vai para paginar, nunca nos esquecemos de perguntar se devemos guardar alguma página para a dedicatória. Nem sempre é precisa, mas muitas vezes é. E foi justamente um dos autores que publico, o Paulo Moreiras, quem me mandou um interessante link sobre dedicatórias que contrariam a monotonia habitual. A primeira é de um manual de Álgebra cujo autor escreve « […] aos meus filhos Ella Rose e Daniel Adam, sem os quais este livro teria ficado pronto dois anos mais cedo.» Ironias à parte, alguém dedica um outro livro a todos aqueles cujos nomes aparecem sublinhados a vermelho no Microsoft Word (imagino que o seu nome seja bastante estranho)… Um outro autor escreve esta dedicatória belíssima: «Para Carley, que era melhor pessoa do que eu, embora fosse um cão.» Joan Rivers dedica o seu Diary of a Mad Diva a Kaney West, pela simples razão de que ele nunca o lerá, enquanto Matthew Kline dedica No Way Back à sua mãe, pedindo-lhe que… salte as cenas de sexo. Há um escritor que dedica o livro ao seu editor, dizendo que foi  forçado a isso (ver imagem abaixo) e outro que, na página da dedicatória, agradece à mulher tê-lo apoiado tanto na escrita de um livro que, afinal, é sobre todas as mulheres com quem dormiu antes dela. Enfim, tudo isto prova que se pode chamar a atenção para um livro logo às primeiras páginas…

 

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