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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

18
Nov15

Exponenciar

Maria do Rosário Pedreira

Ainda ontem vos falava de uma livraria francesa e da esplanada e serviço de cafetaria que montou para potenciar as vendas de livros. Pois não é só lá fora que isto acontece, e a Livraria Lello – a mais bonita do mundo, ou uma das mais bonitas, pelo menos – tinha, segundo vos contei aqui no blogue, tomado a decisão de cobrar uma entrada no valor de três euros, quer para conter as hordas de turistas que não param de lá entrar (mais de mil por dia), quer para facturar (até porque, no futuro, terá de custear obras de restauro, que essas visitas contínuas acabam por provocar muitos danos num espaço como aquele). O bilhete de três euros foi, efectivamente, instituído há uns três meses – e muito criticado também, mas os proprietários defenderam-se bem, dizendo que, se os visitantes comprassem um livro durante a visita, o valor da entrada seria descontado no preço do livro. E agora leio que as vendas da Lello aumentaram, para ser mais concreta, triplicaram, em três meses apenas. Se isso significar que há mais gente a ler livros em virtude de uma simples obrigação de pagar para ver a livraria, então aplica-se aqui o ditado popular de que «há males que vêm por bem».

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