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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

08
Jul15

Falta de tempo?

Maria do Rosário Pedreira

Muita gente que não tem hábitos de leitura alega falta de tempo para não ler. Pois bem: há muitas desculpas mais válidas, entre elas ser preguiçoso ou simplesmente não querer dar-se ao trabalho de exercitar o cérebro. Não é, porém, por falta de tempo que não se lê. Desencanto num outro blogue uma lista de quase meia centena de títulos de qualidade reconhecida – e para gostos muito distintos – que podem ler-se integralmente num fim-de-semana por terem todos menos de 200 páginas; e alguns são, de resto, considerados obras-primas da literatura universal. Desde logo, o celebérrimo Animal Farm (traduzido entre nós como O Triunfo dos Porcos), que é de leitura aconselhada até para adolescentes; mas, se o acharem pouco suculento (é tudo menos isso), têm à disposição coisas mesmo para adultos, como O Amante, de Marguerite Duras, Um Quarto Que Seja Seu, de Virginia Woolf, O Grande Gatsby, de Scott Fitzgerald, ou mesmo Breakfast at Tiffany's (que deu um belíssimo filme com Audrey Hepburn), de Truman Capote. E, se os livros lhe metem medo, experimente um livro no qual os livros estão em extinção, Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, por exemplo. De autores mais recentes, ainda vivos, a lista inclui Amsterdão, de Ian McEwan – que recebeu o Booker Prize – e O Sentido do Fim, de Julian Barnes, de que já aqui falei há mais de um ano. E também pode fazer uma viagem com O Velho e o Mar, de Hemingway (curta, mas intensa), ou com O Americano Tranquilo, de Graham Greene, antes que o autor passe de moda. Há muito por onde escolher – e a falta de tempo não serve de desculpa para não se atrever ao prazer e ao conhecimento.

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