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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

28
Mai15

Feira do Livro

Maria do Rosário Pedreira

Sim, é hoje que se inicia mais uma Feira do Livro de Lisboa. Foram já tantas, como leitora e como editora, e em mais do que um sítio, que lhes perdi a conta; seguramente, frequento-as – sem falhar uma que seja – desde os quinze ou dezasseis anos, idade em que passei a ir sozinha comprar livros (que antes era com dinheiro e opiniões da minha mãe). Estive dentro dos stands muitas vezes a vender, e é lá que se aprende mais sobre os leitores (e que encontramos alguns de uma exigência enorme com a ausência de vincos nas lombadas, o que sempre me confundiu, pois parece que não querem os livros para ler, mas para guardar), que se auscultam tendências e gostos, que se pasma com certas perguntas («Ó menina, tem algum livro que explique como se deitam os pardais?» – juro que já me puseram esta questão) e que se vibra quando um livro de que gostamos especialmente se vende bem. Mas agora regresso apenas como compradora (já tenho algumas coisas fisgadas) e como dama de companhia dos autores que vão lá autografar ao fim-de-semana e aos feriados. Por favor, aproveite estas três semanas de preços mais baixos e vá visitar-nos ao Parque Eduardo VII. Os livros esperam por si e eu também.

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