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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

22
Set16

Folio

Maria do Rosário Pedreira

Aqui há umas semanas, o director do Festival Literário de Ovar, Carlos Granja, dizia que os festivais deste tipo nunca eram demais; e, apesar de às vezes sentir que alguns autores não fazem senão andar de um lado para o outro a falar dos seus livros, em vez de escrever, a verdade é que todas as cidades merecem assistir a debates e conversas sobre literatura. Hoje é, de resto, a vez de começar o Folio – em Óbidos –, que tem neste ano a sua segunda edição com centenas de eventos em todas as áreas culturais e muitos convidados de peso. Falo, por exemplo de Salman Rushdie, o escritor perseguido e jurado de morte depois da publicação de Os Versículos Satânicos, ou de V.S. Naipaul, Prémio Nobel da Literatura. Mas haverá muito mais, claro, além destas vedetas: exposições (uma delas de Júlio Pomar); música (Camané vai cantar Tom Jobim, estou curiosa!); filmes (A Ópera do Malandro); conferências (Eduardo Lourenço vai falar sobre Vergílio Ferreira). É mesmo para todos os gostos, diria eu. E, para facilitar a vida a quem não tem carro e quer ficar em Óbidos até tarde, pois alguns dos eventos são à noite, o Folio fez um acordo com a CP e haverá um comboio de ida diário às 10h30, que parte da Estação do Rossio e regressa de Óbidos às 00h30. A viagem custa 10 euros, mas dá direito a leituras de poesia pelo caminho. O festival vai até dia 2 de Outubro e o programa completo pode ser consultado aqui:http://foliofestival.com/

 

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