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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

14
Mar16

Imprevistos

Maria do Rosário Pedreira

No dia 23 do mês passado, saí de carro de Lisboa pela hora do almoço em direcção ao Porto, onde decorreria, na FNAC de Santa Catarina, a primeira apresentação pública do romance Rio do Esquecimento, de Isabel Rio Novo, finalista da última edição do Prémio LeYa. Fazia sentido: a autora mora a norte, e é lá que estão seguramente quase todos os seus familiares e amigos. Para dissertar sobre a obra – decerto exemplarmente – estaria o grande Mário Cláudio, o que, aliás, vinha também a propósito, já que conheci Isabel Rio Novo através dele e o romance deixa ver alguma influência da literatura do mestre, e também de Agustina, e também de Camilo. Mas – de forma imprevista e imprevisível – Mário Cláudio tinha nesse dia uma daquelas gripes que não deixam ninguém levantar-se da cama e ligou para mim e para a autora meia hora antes do lançamento com uma voz a condizer com a febre, explicando que não conseguiria mesmo estar presente, mas mandaria entregar as suas notas numa folha A4 na livraria. Eu, partindo delas e com a colaboração da Isabel Rio Novo, dei conta do recado o melhor que sabia e podia, mas, claro, não tenho a aura nem a inteligência do escritor e, como tal, a autora ficou a perder. Hoje, porém, vamos fazer a festa em Lisboa com a ajuda de Nuno Júdice, que terá certamente muito a dizer e espero não adoeça com gripe até lá. Se quiser juntar-se a nós, venha e será muito bem-vindo.

 

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