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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

29
Jul15

Lá e cá

Maria do Rosário Pedreira

Chegámos àquela altura do ano muito tola em que os jornais e revistas se multiplicam em listas de livros para o Verão, para as férias, para a praia, etc., como se o bom tempo ou um areal sugerisse um certo tipo de livro, e não outro. Enfim, faz-se em todo o mundo e não há como evitá-lo, mas, na verdade, há quem torne o artigo mais interessante, como o Guardian (mas o Guardian é habitualmente um jornal interessante), que resolve a coisa perguntando a autores conhecidos, como Ian McEwan, William Boyd, Antonia Byatt ou Chimamanda Ngozi Adichie (no Reino Unido são mesmo muito conhecidos) os livros que vão levar para ler nas férias. Na verdade, eu gostaria muito de saber o que alguns dos nossos escritores mais destacados vão ler nas férias, até porque isso pode dar pistas sobre o que andam a escrever e fornecer ideias para mim própria; mas tenho a suspeita de que, ao contrário dos britânicos e anglófonos (Chimamanda é nigeriana), que lêem livros acabadinhos de sair e de escritores jovens e menos conhecidos, os portugueses se apressariam a citar clássicos intocáveis ou livros de confrades bem estabelecidos. Pelo menos, é o que acontece quando perguntam a um escritor português numa entrevista o que anda a ler – e raramente é uma coisa recente. Porque será tudo tão diferente cá e lá?

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