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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Nov15

Leitor livre

Maria do Rosário Pedreira

Muitas vezes falo neste blogue de livros de que gostei e recebo sugestões vossas nos comentários, achando que essa partilha vale muito a pena. Mas, recordando as palavras de Virginia Woolf, prefiro pensar que não vos estou a recomendar nada, mas simplesmente a dar-vos a minha opinião. Senão, vejamos: diz a escritora britânica que o único bom conselho que uma pessoa pode dar a outra sobre o que ler é justamente que não se deve aconselhar, pois cada um deve seguir o seu próprio instinto, servir-se do seu senso comum e chegar às suas próprias conclusões. Deixar que alguém entre na nossa biblioteca e nos diga como ler e o que ler é, segundo Woolf, destruir «o espírito de liberdade que se respira nesses santuários». E afirma também: «Toda a literatura, quando envelhece, tem a sua pilha de desperdícios.» E de que maneira! Frases sábias de uma das escritoras mais interessantes de sempre. Eu, mesmo fazendo a vénia, gosto que me falem de livros que não li e de autores que não conheço, ainda que também descarte muitas leituras de obras que alguém me apregoa mas que, sei lá porquê, não me seduzem. Cada um que decida o que for melhor para si. Os leitores, em suma, devem ser livres de escolher.

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