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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Nov15

Levar à letra

Maria do Rosário Pedreira

Por vezes afligem-me algumas pessoas que têm pouca elasticidade mental, não entendem uma metáfora ou um eufemismo e levam tudo à letra. Mas nem sempre a atitude de ser literal é defeito ou falta de inteligência – e a verdade é que se pode inclusivamente construir um objecto artístico bem interessante levando as palavras à letra. Que o diga, por exemplo, um criativo fotógrafo francês chamado Janol Apin, que resolveu pegar no nome de certas estações de metropolitano de Paris para compor imagens hilariantes, tentando fazer com que o cenário das fotografias correspondesse literalmente às palavras. Para achar graça, é necessário saber um pouco de francês, mas estou convencida de que os leitores deste blogue não encontrarão, à partida, grandes dificuldades. Em todo o caso, porque não posso aqui colocar todas as fotografias, adianto duas ou três composições: na estação Gare du Nord está na plataforma um pinguim e um esquimó; na de Porte Maillot, Apin ateve-se ao verbo porter (trazer, usar) e fotografou alguns jovens em maillot; e, na estação Rome, um centurião de coroa de louros olha o comboio que está a chegar. Abaixo, estão outras destas formas adoráveis de levar tudo à letra. Divirtam-se.

JanolApin-MaisonBlanche.jpg

Janol-Apin-Photograpy-Paris-Metro-Duroc.jpg

59c352fc5a11940d83614d69a0f198db.jpgJanol-Apin-Photograpy-Paris-Metro-Invalides.jpg

Metropolisson-Janol-Apin-Metro-Champ-de-Mars-.jpg

 

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