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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

15
Jul16

Lisboa ao virar da página

Maria do Rosário Pedreira

Lisboa está na moda – e os turistas enchem todos os dias as suas ruas, vindos dos quatro cantos do mundo. É, pois, necessário responder à sua presença com guias turísticos de qualidade e novas abordagens nas visitas à cidade, porque as pessoas não são todas iguais nem querem exactamente a mesma coisa de uma viagem. Recentemente, saiu um livrinho maravilhoso que devia ser rapidamente traduzido, Ler e Ver Lisboa, uma vez que oferece uma perspectiva da capital completamente inovadora, seja através das ficções de vinte autores sobre espaços lisboetas (das galerias romanas ao Padrão dos Descobrimentos, da Sé à Praça do Chile), seja pela paleta de outros tantos ilustradores muito talentosos. Como disse o crítico literário José Mário Silva, todos estes quarenta intervenientes estão “empenhados em sobrepor um mapa imaginário ao mapa real” e o resultado é simplesmente delicioso, literária e artisticamente falando. A variedade também ajuda muito: temos autores veteranos (Alice Vieira e Mário Zambujal) ao pé de escritores mais novos, como Joana Bertholo ou Valério Romão, e verdadeiros génios da ilustração, como João Fazenda, André Letria ou Alex Gozblau ao lado de outros menos conhecidos (pelo menos, para mim), como Gonçalo Viana ou Rui Sousa. Uma reinvenção da cidade para portugueses e não só, editada pela EGEAC e à venda nas lojas do Turismo de Lisboa.

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