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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

15
Mai14

Literatura para comer

Maria do Rosário Pedreira

Tenho reparado que de há uns tempos para cá fazem um enorme sucesso os livros de dietas, que, aliás, chegam quase sempre aos Top de vendas – e, como diz uma colega editora, nunca se viu, apesar disso, tanta gente gorda. Mas também é verdade que a comida está na moda, que proliferam chefs como cogumelos no mundo inteiro e que tudo o que é livro de cozinha de gente mais ou menos famosa – cozinheiros profissionais, gastrónomos ou simplesmente pessoas conhecidas que têm mão para os tachos – acaba por se impor no mercado e conquistar milhares de consumidores. E, porém, os autênticos devoradores de livros não são os leitores destas espécies, mas de outra, normalmente com páginas cheias de letrinhas pretas, sem ilustrações, que os transportam a um sentimento de delícia que nada tem que ver com papilas gustativas. No entanto, um pintor e designer polaco, Pavel Piotrovski, resolveu celebrar os gulosos dos livros com uma obra que apetece mesmo comer e a que chamou, não por acaso, o Livro-Sanduíche. Nele, as páginas satisfazem a nossa fome de leitura de uma forma muito especial. Ora veja.

 

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