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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Jul15

Medidas de prevenção

Maria do Rosário Pedreira

Ir a uma livraria comprar um livro erótico ou a uma papelaria comprar uma revista de mulheres nuas deve equivaler ao que sentiam certos homens aqui há uns bons anos quando tinham de comprar preservativos na farmácia e os atendia uma senhora de certa idade. Por isso, este tipo de livros e revistas é ainda hoje comprado sobretudo em lojas online e frequentemente em edição digital. Leio, mesmo assim, que a Associação de Editores e Livreiros da Alemanha tomou a decisão de estabelecer um horário nocturno para a compra online de livros e revistas para adultos – precisamente entre as 22h00 e as 6h00. Talvez o objectivo seja o de evitar que crianças consumam produtos que não são para a sua idade. A Alemanha tem, de resto, uma lei desde 2002 que obriga editores a especificar que certos livros, revistas e outras publicações se destinam apenas e só a adultos, incorrendo em multa muito pesada se o não fizerem. E são essas publicações que não vão agora poder ser compradas durante o dia nas plataformas digitais, mesmo que sejam adultos a querer lê-las. A medida está a dar uma grande dor de cabeça, porque há certamente alguns menores que já terão capacidade de ler alguns títulos para adultos e porque requer uma nova catalogação que dá trabalho e custa dinheiro. Não sei se terá efeitos práticos, mas como prevenção até é louvável.

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