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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

17
Jun14

Mérito próprio

Maria do Rosário Pedreira

Gosto muito do que faço, mas também sei que um editor sofre muito ao longo da vida com o seu trabalho. Os prazeres equilibram os desgostos e as decepções, mas não as fazem certamente desaparecer. Muitos dos editores que conheço – e que têm uma importância enorme na carreira de determinados escritores – são profundamente desconhecidos do público, que nunca lhes dará o devido valor. Pensem só nos excelentes editores que terão incentivado e apoiado grandes escritores, alguns vencedores do Prémio Nobel, ainda na juventude e talvez cheios de inseguranças? Alguém sabe quem foram? Nos últimos anos, sobretudo pelo modo como circula a informação, já se conhecem alguns nomes, mas, mesmo assim, eu – que sou do meio – não consigo citar mais de seis ou sete. Por isso fiquei tão contente ao saber da justa homenagem feita ao meu colega Zeferino Coelho, da Caminho, editor há 45 anos. Zangada também, porque a homenagem calhou num dia em que tive de ir ao Porto para um lançamento e só lhe pude dar um abraço em diferido. No entanto, estava lá quem interessava: os seus autores, uns mais velhos do que ele (o professor Borges Coelho, por exemplo) e outros mais novos (Gonçalo M. Tavares). A Câmara Municipal de Lisboa condecorou-o com a Medalha de Mérito Cultural. E ele merece-a.

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