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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

23
Mar17

Milhões por um livro

Maria do Rosário Pedreira

Num país do tamanho de uma ervilha, como é o nosso, um escritor não vai financeiramente longe (se sonhar com uma casa com piscina, claro), a menos que seja uma estrela televisiva ou consiga ser traduzido no mundo inteiro e vender muitos exemplares da sua obra. Fico, por isso, sempre bastante confusa, e a fazer contas de cabeça, quando, em certos livros norte-americanos (A Vida Amorosa de Nathaniel P., por exemplo) com escritores como personagens (muitas vezes principiantes, apenas com contos e poemas publicados em revistas), aparecem editores a oferecer-lhes adiantamentos que seriam impensáveis no nosso jardinzinho à beira-mar plantado (até referem o número de dígitos). Mas agora caiu-me nas mãos uma lista de obras que custaram milhões aos seus editores – e isto, creio, por terem oferecido a Obama e à mulher quantias astronómicas para escreverem livros. Eu própria publiquei em tempos cá em Portugal a autobiografia de Bill Clinton, mas desconhecia que ele tinha recebido 15 milhões de dólares à cabeça… E que o romancista Ken Follet, num negócio para uma trilogia, ganhou logo ali 50 milhões de dólares; e que João Paulo II (ou o Vaticano, sei lá) foi contemplado com 8,5 milhões de dólares em 1994… Imagino que a autora do Harry Potter também ganhe assim muito dinheiro e, quanto a esta última, talvez tenha feito bem em sair aqui da ervilha onde viveu tantos anos.

 

P.S. Hoje, se estiver na Figueira da Foz, haverá na Biblioteca uma conversa com os autores Isabel Rio Novo e Paulo M. Morais que promete ser interessante.

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